Não, eu não consigo ser otimista.
Não, não é tão fácil agradecer pelas coisas que tenho, não consigo.
Tanta coisa entorno da gente, tantas pessoas felizes, ou fingindo ser.
Como uma vez eu ouvi dizer: Por trás de um sorriso quanta coisa não tem? Essa frase me define, mas tem ficado cada vez mais pesado, sério mesmo.
Tenho 31 anos, trabalho como fotógrafo, embora não tenho trabalhado tanto assim. O mercado, pelo menos pra mim, está bem difícil.
Digo isso porque eu tenho uma autoestima de merda, mesmo tantas pessoas dizendo o quanto é bom e o quanto gostam do meu trabalho, eu não consigo achar isso. E juro que já tentei. Vi tanta gente que começou depois de mim e que trilhou um caminho tão bonito e eu não consigo enxergar esse caminho pra mim, nem olhando pra trás e menos ainda olhando pra frente.
Tá bem foda, aliás, tá muito.
Amo fotografar, e quando estou em um evento realmente aquilo me preenche, mas quando não estou lá, essa minha insegurança, esse não “saber me vender”, o não acreditar só me ferra.
Tá bem pesado ultimamente, sou casado há 6 anos e estamos juntos há mais de 11, e juro que não sei até quando esse meu pessimismo e essa falta de crença não vai interferir nisso.
Ah, mas você é superdescontraído, sabe fazer as pessoas rirem, você cativa as pessoas.
Tá... E as contas gente? Elas não se pagam assim.
Eu fiz terapia por um tempo..
É, não conseguir ir mais, tem muitas questões aí, hoje olhando pra trás eu vejo que não adianta, a terapia ela faz a gente olhar pra si e tentar nos entender e nos ajudar, não dá, não consegui... Pelo menos eu não consegui até agora.
Quando a gente tem um “Q” depressivo é foda demais, Tantas vezes e cada vez mais, aquela velha vontade de por um fim em tudo vem à tona. Esses dias mesmo comentei com o meu marido que só não faço isso por que eu penso muito nele.
Sei que tem muita, muita gente mesmo, que teve uma vivência parecida com a minha.
É um inferno se sentir inseguro, inferior às outras pessoas, sentir que não faz sentido nenhum, quase nada.
Já quis fazer rádio e tv, jornalismo, letras, e teatro, já quis ter canal no youtube. Quis ser visto de alguma forma, sorrir pra disfarçar muita coisa do que sinto.
O que mais vai matando aos poucos é sentir que você não sabe fazer mais nada da vida, e que a única coisa que sabe não tem feito muito sentido.
Eu tenho uma porra de uma tatuagem que diz: “Isso vai passar também” tento me apegar nisso, mas cada vez é mais difícil.
Bom, hoje só queria fazer esse desabafo.
Não, não é tão fácil agradecer pelas coisas que tenho, não consigo.
Tanta coisa entorno da gente, tantas pessoas felizes, ou fingindo ser.
Como uma vez eu ouvi dizer: Por trás de um sorriso quanta coisa não tem? Essa frase me define, mas tem ficado cada vez mais pesado, sério mesmo.
Tenho 31 anos, trabalho como fotógrafo, embora não tenho trabalhado tanto assim. O mercado, pelo menos pra mim, está bem difícil.
Digo isso porque eu tenho uma autoestima de merda, mesmo tantas pessoas dizendo o quanto é bom e o quanto gostam do meu trabalho, eu não consigo achar isso. E juro que já tentei. Vi tanta gente que começou depois de mim e que trilhou um caminho tão bonito e eu não consigo enxergar esse caminho pra mim, nem olhando pra trás e menos ainda olhando pra frente.
Tá bem foda, aliás, tá muito.
Amo fotografar, e quando estou em um evento realmente aquilo me preenche, mas quando não estou lá, essa minha insegurança, esse não “saber me vender”, o não acreditar só me ferra.
Tá bem pesado ultimamente, sou casado há 6 anos e estamos juntos há mais de 11, e juro que não sei até quando esse meu pessimismo e essa falta de crença não vai interferir nisso.
Ah, mas você é superdescontraído, sabe fazer as pessoas rirem, você cativa as pessoas.
Tá... E as contas gente? Elas não se pagam assim.
Eu fiz terapia por um tempo..
É, não conseguir ir mais, tem muitas questões aí, hoje olhando pra trás eu vejo que não adianta, a terapia ela faz a gente olhar pra si e tentar nos entender e nos ajudar, não dá, não consegui... Pelo menos eu não consegui até agora.
Quando a gente tem um “Q” depressivo é foda demais, Tantas vezes e cada vez mais, aquela velha vontade de por um fim em tudo vem à tona. Esses dias mesmo comentei com o meu marido que só não faço isso por que eu penso muito nele.
Sei que tem muita, muita gente mesmo, que teve uma vivência parecida com a minha.
É um inferno se sentir inseguro, inferior às outras pessoas, sentir que não faz sentido nenhum, quase nada.
Já quis fazer rádio e tv, jornalismo, letras, e teatro, já quis ter canal no youtube. Quis ser visto de alguma forma, sorrir pra disfarçar muita coisa do que sinto.
O que mais vai matando aos poucos é sentir que você não sabe fazer mais nada da vida, e que a única coisa que sabe não tem feito muito sentido.
Eu tenho uma porra de uma tatuagem que diz: “Isso vai passar também” tento me apegar nisso, mas cada vez é mais difícil.
Bom, hoje só queria fazer esse desabafo.
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