Não, eu não consigo ser otimista. Não, não é tão fácil agradecer pelas coisas que tenho, não consigo. Tanta coisa entorno da gente, tantas pessoas felizes, ou fingindo ser. Como uma vez eu ouvi dizer: Por trás de um sorriso quanta coisa não tem? Essa frase me define, mas tem ficado cada vez mais pesado, sério mesmo. Tenho 31 anos, trabalho como fotógrafo, embora não tenho trabalhado tanto assim. O mercado, pelo menos pra mim, está bem difícil. Digo isso porque eu tenho uma autoestima de merda, mesmo tantas pessoas dizendo o quanto é bom e o quanto gostam do meu trabalho, eu não consigo achar isso. E juro que já tentei. Vi tanta gente que começou depois de mim e que trilhou um caminho tão bonito e eu não consigo enxergar esse caminho pra mim, nem olhando pra trás e menos ainda olhando pra frente. Tá bem foda, aliás, tá muito. Amo fotografar, e quando estou em um evento realmente aquilo me preenche, mas quando não estou lá, essa minha insegurança, esse não “saber me vend...
Essa foi uma semana intensa, assisti o Filme Com Amor, Simon , que mexeu bastante comigo. E também aconteceu o lançamento do clipe Indestrutível da Pablo Vittar, ambos retratam o período escolar. EU ODIAVA A ESCOLA. Com certeza eu não sou o único gay que odiava a escola, lembro que até a 5ª série eu ainda suportava ir pra escola, depois disso não mais. Não aconteceu nada pontual, mas sempre acontecia um xingamento aqui, outro ali. Sempre fui afeminado e sempre fui hostilizado por isso, já perdi as contas de quantas bolinhas de papel, pedaço de giz foram arremessados contra mim. O que eu sempre fiz? sempre fiquei quieto, lembro de uma ou outra vez eu revidar, mas nunca tive tanta força pra isso. Lembro que não gostava muito de um outro menino na escola, porque ele também era afeminado e sofria o mesmo bullying que eu, mas ele conseguia brigar. Hoje eu entendo que aquele incômodo que sentia era porque queria ser igual a ele, saber falar quando era atacado. Talvez com a minha vio...