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Mostrando postagens de março, 2018

POR TRÁS DE UM SORRISO QUANTA COISA NÃO TEM

Muitas vezes pra esconder a dor que sentimos a gente coloca aquele sorriso no rosto e age como se vivêssemos em um mundo colorido onde tudo é do bom e do bem. Talvez algumas pessoas que lerem o que escrevo pode pensar que existem muito mais pessoas com motivos maiores que o meu, e que eu sou um pouco dramático com tudo isso, eu sei qual é a minha dor e não sinto o peso das dores dos outros. Penso que, se quer saber de uma pessoa, não olhe nas redes sociais, porque na grande maioria das vezes aquilo não representa a verdade dela. E é assim comigo também, ás vezes o sorriso no rosto é pra uma selfie pra postar no instagram ou no facebook, e segundos depois aquele sorriso não está mais aqui. No dia a dia eu sou uma pessoa muito alegre, e quero sempre estar com meus amigos, com minha família, acho que é um pouco pra não dar espaço pra esses sentimentos que eu tenho, a falta de auto confiança, a insegurança, os medos. Mas mesmo assim eu passo muito tempo comigo mesmo, ás vezes eu penso qu...

DE QUEM É A CULPA? E AS MARCAS QUE FICARAM EM MIM

Oi, acredito que muito do que escrever aqui vai ser relacionado ao texto sobre o abuso que sofri - O MENINO DO QUARTO ESCURO . Desde ontem quando consegui contar essa história, fiquei muito mais pensativo do que o normal em relação ao que me ocorreu, fiquei pensando nessa questão da culpa. Sempre tentamos achar um culpado pra tudo o que acontece ao redor da gente, e por muitos anos me senti culpado, primeiro por ter permitido que essa violência acontecesse comigo, na minha cabeça o não contar, o não me posicionar diante disso era como se eu compactuasse para o que aconteceu. Algum tempo depois, não sei se meses ou um ano, lembro que havia sido em um período curto, foi descoberto que o mesmo cara tinha violentado uma criança do mesmo bairro, eu poderia ter falado, poderia ter contato para meus familiares que aquilo tinha ocorrido comigo também, mas eu não tive coragem, não tive força. 'ele chegou a ser preso, não sei quanto tempo passou na cadeia, mas pra mim não foi o bastante, ...

O MENINO DO QUARTO ESCURO

Img: Google Talvez esse seja o mais tenso texto que já escrevi, e vai ser assim ,sem ensaios e sem meio termos. Eu tinha entre oito e nove anos, morava com meus pais e irmãos, sempre fui uma criança um pouco afeminada, e por isso talvez eu tenha sido vítima do que aconteceu. Algumas vezes eu me referi a isso com um estupro, hoje falo disso como uma violência sexual. por que na minha cabeça isso tem dois pesos diferentes, explico isso mais pra frente. Quem era ele: de repente esse rapaz começou a frequentar minha casa, tinha ficado amigo do meu irmão que tinha um pouco mais de três anos a mais que eu, uma criança também, tenho minhas dúvidas se esse meu irmão também não passou por isso, nunca tive a coragem de perguntar e não posso mais fazê-lo. Eu me pergunto: Que pais em sã consciência deixa uma pessoa de fora frequentar a casa com tanta intimidade assim? Pode ficar confuso a forma de escrever, talvez porque eu não consigo ver tudo muito claramente,  talvez porque já faz ...

O POR QUÊ DE CHEGAR ATÉ AQUI?

A intenção de criar esse blog é mais para poder desabafar sobre tudo o que tem dentro de mim, se vou divulgar o meu nome, ou onde eu vivo, acho pouco provável. Se alguém vai ler cada texto ou desabafo aqui escrito? acredito que seja menos possível ainda. Se um dia me der coragem eu apresento ao menos aos meus amigos e parte da minha família. Um ponto importantíssimo citar é que, embora goste muito de ler não tenho formação para escrever, desde então peço desculpa pelos erros que possam estar aqui presentes.   É claro que, com o passar dos tempos, conforme vou escrevendo, ou me descrevendo... As pessoas podem suspeitar de quem eu seja, mas essa de maneira nenhuma é o foco aqui Seria mais um desnude, aquilo que não posso sair dizendo por aí, mas é uma forma de desafogar tudo o que tenho aqui dentro. Essa vontade de gritar, de correr e de nunca mais voltar,talvez ela vai se dissipando com o dia a dia.  Se chegou até aqui, muito obrigado. O Menino do Quarto ...