Essa foi uma semana intensa, assisti o Filme Com Amor, Simon, que mexeu bastante comigo. E também aconteceu o lançamento do clipe Indestrutível da Pablo Vittar, ambos retratam o período escolar.
EU ODIAVA A ESCOLA.
Com certeza eu não sou o único gay que odiava a escola, lembro que até a 5ª série eu ainda suportava ir pra escola, depois disso não mais. Não aconteceu nada pontual, mas sempre acontecia um xingamento aqui, outro ali. Sempre fui afeminado e sempre fui hostilizado por isso, já perdi as contas de quantas bolinhas de papel, pedaço de giz foram arremessados contra mim. O que eu sempre fiz? sempre fiquei quieto, lembro de uma ou outra vez eu revidar, mas nunca tive tanta força pra isso. Lembro que não gostava muito de um outro menino na escola, porque ele também era afeminado e sofria o mesmo bullying que eu, mas ele conseguia brigar. Hoje eu entendo que aquele incômodo que sentia era porque queria ser igual a ele, saber falar quando era atacado.
Talvez com a minha violência na infância eu sempre me senti o errado e pode ser esse um dos motivos de ficar quieto.
É engraçado eu não consigo pensar em momentos felizes ou divertidos na época da escola, é sempre um tormento, sempre dói, o desespero de ir pra escola era tanto que eu me recordo que na 7ª série por exemplo eu matei as duas últimas aulas por quase um semestre inteiro.
Se eu pudesse falar uma coisa para aquele guri do passado certamente seria: - Estuda, estuda muito, porque você vai ser brilhante e eles não terão nada pra falar de você. E sobre o que está passando, fica tranquilo que isso vai passar. Dói, machuca, parece que é impossível, mas as coisas vão melhorar.
Hoje eu sei o quanto isso me prejudicou, não só psicologicamente como intelectualmente também, sinto que não sei nada sobre nada, assunto nenhum. Isso me deixa inseguro em qualquer conversa, sempre acho que não vou acrescentar nada.
EU ODIAVA A ESCOLA.
Com certeza eu não sou o único gay que odiava a escola, lembro que até a 5ª série eu ainda suportava ir pra escola, depois disso não mais. Não aconteceu nada pontual, mas sempre acontecia um xingamento aqui, outro ali. Sempre fui afeminado e sempre fui hostilizado por isso, já perdi as contas de quantas bolinhas de papel, pedaço de giz foram arremessados contra mim. O que eu sempre fiz? sempre fiquei quieto, lembro de uma ou outra vez eu revidar, mas nunca tive tanta força pra isso. Lembro que não gostava muito de um outro menino na escola, porque ele também era afeminado e sofria o mesmo bullying que eu, mas ele conseguia brigar. Hoje eu entendo que aquele incômodo que sentia era porque queria ser igual a ele, saber falar quando era atacado.
Talvez com a minha violência na infância eu sempre me senti o errado e pode ser esse um dos motivos de ficar quieto.
É engraçado eu não consigo pensar em momentos felizes ou divertidos na época da escola, é sempre um tormento, sempre dói, o desespero de ir pra escola era tanto que eu me recordo que na 7ª série por exemplo eu matei as duas últimas aulas por quase um semestre inteiro.
Se eu pudesse falar uma coisa para aquele guri do passado certamente seria: - Estuda, estuda muito, porque você vai ser brilhante e eles não terão nada pra falar de você. E sobre o que está passando, fica tranquilo que isso vai passar. Dói, machuca, parece que é impossível, mas as coisas vão melhorar.
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